terça-feira, 31 de março de 2015

RELATO - Homens e máquinas realizam trabalho lado a lado mas a segurança é jogada para escanteio.

Nesta segunda-feira (30) foi fragrado mais um ato de irresponsabilidade com os trabalhadores em um canteiro de obras na avenida Barão do rio branco (zona oeste) de Juiz de Fora-MG. O enfermeiro do trabalho Aby Henger registrou por vídeo atividades insalubres sendo desenvolvidas sem a aplicação de proteção preventiva do trabalhador, homem e máquina
trabalhando lado a lado sem nenhum tipo de equipamento de proteção individual.

"Ainda existem empreiteiras e/ou contrutoras que para reduzir gastos com pequenas obras deixam de investir na segurança do trabalhador, sendo que a aplicação de EPI custa 0,05% do custo total da obra, um trabalhador acidentado custa muito mais caro para o empregador do que a verba que ele deixou de investir na Saude e Segurança de seus colaboradores."



Pessoas que transitavam pelo local no momento do registro relataram que a obra já esta sendo realizada a 1 mês e desde o começo  esta sendo desenvolvida desta forma, sem nenhum tipo de proteção ou prevenção.

"Antes do terreno estar limpo havia uma casa abandonada no local, vieram os trabalhadores e derrubaram tudo, mas nenhum deles estavam usando uniformes ou sequer capacete e óculos de proteçao, eu ficava aqui do meu andar vendo o trabalho sendo desenvolvido com medo  que a qualquer momento acontecesse um acidente de trabalho com algum daqueles rapazes." - relata a escrivã aposentada Efigênia Rodrigues que mora próximo ao local.

o enfermeiro do trabalho diz que o intuito deste registro é para arquivo pessoal e não expor os trabalhadores ou a empresa a nenhum tipo de situação que poderá vir a causar danos moraise ou materiais, mas sim denunciar as irregularidades de muitas empreiteiras e empresas que colocam o ser humano a estas condições de trabalho, se o trabalhador sofre um acidente a empresa indeniza e pronto. Já o acidentado reduz sua capacidade ocupacional e a não será mais aceito no mercado de trabalho, terá que desenvolver métodos e atividades alternativas para ganhar o sustento da família. 

"Os acidentes custam para os cofres públicos da Previdência Social em média de 80 milhões de reais por ano, e a maior causa são os acidentes do trabalho, chega! Estamos cansados de ver o trabalhador sofrendo acidentes e voltando para suas casas faltando um braço, um olho, dedos ou até mesmo indo a óbito por falta de equipamentos de proteção individual ou de proteção coletiva."

fonte  sipat show
Jhones Lourenço - Londrina.

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