sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

QUEDA EM OBRA MATOU UM E DEIXOU OUTRO TRABALHADOR FERIDO

A queda de dois trabalhadores de uma altura de, aproximadamente, seis metros, o que resultou na morte de um deles, levantou novamente o alerta sobre a segurança nos canteiros de obras da construção civil de Brusque. Na manhã de sexta-feira, dia 16, o pedreiro Adenir Griga, 41, morreu enquanto trabalhava na construção de uma residência no Bairro São Luiz.

Na manhã desta segunda-feira, 19, uma equipe do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Busque e região (Sintricomb) esteve no local para levantar informações sobre o fato e tomar as medidas legais quanto à responsabilidade do ocorrido. No local, o sindicato apurou que foram dois os trabalhadores que sofreram a queda e não apenas um.

Segundo o sindicato, Adenir trabalhava na colocação de material sobre o teto da obra quando despencou do espaço. Antes de atingir o solo, ele ainda bateu contra uma estrutura de concreto e um ferro, que perfurou seu corpo. Um colega de trabalho dele, chamado Marcio Veiga do Prado, também sofreu queda. Ele fraturou a bacia e teve outros ferimentos pelo corpo, e está hospitalizado desde o dia do acidente.

O presidente do Sintricomb, Izaias Otaviano, afirma que uma equipe de vistoria da entidade, formada por técnicos em segurança do trabalho, esteve na obra no início do mês e detectou a ausência de equipamentos de segurança para uso dos trabalhadores. O grupo fez as orientações e retornou uma semana depois para verificar se as solicitações haviam sido cumpridas.

“É triste fazermos esse relato. No dia 3 tivemos na obra, conversamos com esse trabalhador que sofreu o acidente. Dia 14 voltamos nessa obra, por identificarmos que era uma obra de risco, os equipamentos tinham sido adquiridos pelo proprietário. Só que, infelizmente, os dois trabalhadores não estavam usando os equipamentos no momento do acidente”, pontua ela.

Otaviano chama atenção para os riscos de se desenvolver atividades em altura sem uso dos equipamentos de proteção. “Essa é uma dificuldade que viemos encontrando. E é uma dificuldade que os patrões vêm encontrando de fazer com que os trabalhadores usem os equipamentos. O que tem que fazer? Treinar esses trabalhadores”, diz ele, afirmando que somente entre 2013 e 2014 mais de 2,5 profissionais passaram por treinamento na entidade sobre uso de equipamentos de proteção.

Situação que fez com que no ano passado não houvesse nenhuma morte no setor no município.

Repórter: Assessoria Sintricomb
FONTE:http://www.diplomatafm.com.br/

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